

De facto, como ontem ouvi por várias ocasiões “...é o que temos de melhor”. E é, sem dúvida! Não temos outro local em Portugal com neve natural, onde possamos passar um dia agradável, aproveitando deste modo para matar o bichinho pela neve, nas curtas pistas da nossa Serra da Estrela.
Cheguei cedo, o que recomendo fortemente para não ter problemas de estacionamento e evitar assim, as já famosas filas para comprar o forfait. “Aluguei” (obrigado Jaquinito) os esquis, adquiri o forfait e às 10:00 já esquiava.
Em pista devo salientar a fila para os teleski de cerca de
Em suma, foi um dia bastante agradável, com condições atmosféricas raras, céu limpo e ausência de vento. Quanto à neve... fresca e fofa. Tinha nevado bem na última semana.
Resta dizer que o forfait foi caríssimo 25€ (época alta), mas já sabia para o que vinha.
Melhoramentos... muito há a fazer, mas para o Sr. Artur Costa Pais, o bom é ouvir o tilintar das moedas e o resto que se lixe. Só um aparte. Há muito que se sabe a falta que faz uma corda na zona inicial da pista de Loriga de modo a não termos de percorrer cerca de



No seguimento do meu post sobre a repavimentação da A23 em algumas zonas cujo piso se apresenta degradado, recebi o seguinte e-mail.
EP - E.P.E. - Direcção de Estradas de Santarém
“Agradecemos a informação relatada no e-mail que nos enviou, enaltecendo desde já a sensibilidade e preocupação demonstradas. Contudo essa situação já tinha sido identificada pela fiscalização da empreitada, pelo que a empresa adjudicatária irá proceder à correcções necessárias.
Com os melhores cumprimentos,

A todos os meus visitantes e amigos, venho desejar um Feliz Natal.
Foto: (Christmas at Ground Zero), Shoghi Castel de Oro
http://photo.net/photos/Shoghi
http://www.shoghicasteldeoro.com/

Como utente da A23, já notei que a mesma tem vindo a ser repavimentada em algumas zonas, por uma qualquer empresa (diga-se péssima empresa) no âmbito de uma Conservação por Contrato adjudicada pela Scutvias.
Alerto deste modo os automobilistas para a péssima qualidade do novo pavimento requalificado entre Abrantes e Torres Novas. O mesmo apresenta pequenas ondas em toda a sua extensão, o que poderá levar um veículo a despistar-se, entre outros.
Tentei alertar a Scutvias enviando-lhes um e-mail, mas como podem verificar, não tive acesso ao e-mail da mesma.
Seria bom existir um local onde pudéssemos reclamar este tipo de incompetências, pois a empresa responsável pela conservação, por certo, deve estar a ser bem paga pelo péssimo trabalho que está a fazer.

A propósito da Barragem em Almourol de que falei aqui. A CM Abrantes realizará uma sessão pública de esclarecimento sobre o projecto no Edifício Pirâmide em Abrantes no dia 12 de Dezembro, pelas 21:00.

Não podia deixar de redireccionar esta pérola que encontrei no blog do João Tilly.
“É preciso ligar o som para ouvir este faduncho de Paulo de Carvalho, extraordinariamente interpretado por Carlos do Carmo...”

“Diz que é uma espécie de mar de Abrantes”. Mas é mar ou Oceano?!
Depois de gastos quase 10 milhões de euros na construção do açude insuflável de Abrantes, do qual já falei aqui, (fora o valor investido na requalificação das duas margens ribeirinhas) soube há dias que o INAG pretende construir uma nova barragem no Tejo. Localizada perto do belíssimo Castelo de Almourol, cuja bacia hidrográfica iria submergir toda a área do Aquapolis (Abrantes), grande parte de reserva agrícola da nossa região, assim como algumas habitações.
Podem consultar na íntegra informação relativa ao Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico aqui, CM Abrantes e aqui, INAG.
A construir-se a Barragem em Almourol, que ao que sei já não ficará localizada a jusante de Constância mas sim a montante da vila, entre Constância e Montalvo, a mesma irá submergir completamente o recentemente inaugurado Aquapolis.
“Temos a obrigação política de ver as coisas a longo prazo e não a curto prazo”, justifica o vice-presidente da Câmara de Abrantes, Pina da Costa (PS).
O mesmo executivo afirma que “A construção do açude foi uma decisão oportuna num determinado tempo mas as coisas evoluem” Recordo que só passaram 6 meses sobre esta inauguração. Pelos vistos o Executivo Camarário é favorável à construção da barragem.

A construir-se a barragem, o local da foto ficaria submerso.

Como sou um profissional da educação, quase todos os anos mudo de escola. Este ano não fugiu à regra e tive de deixar Loriga, localidade que nunca abandonarei, assim como a “minha” Serra da Estrela, que para sempre ficará no meu coração.
Ás gentes de Loriga...

Ora aqui temos uma foto do nosso açude insuflável, cedida pelo amigo João Pinheiro.
Nota: a foto foi tratada em programa informático, com a finalidade de apresentar este aspecto, tipo postal ilustrado.

Quem é professor, já está habituado a ser enxovalhado vezes sem conta pelas várias equipas que têm constituído o ME nos últimos governos (tanto Socialistas como Sociais Democratas). Desta vez, e no que toca à colocação do corpo docente, após nos obrigarem a passar o dia a carregar na tecla actualizar do browser, lá saíram as tão aguardadas listas de colocação já eram 20:30. Fiquei espantado quando verifiquei que os energumes, que não têm outro nome, só colocaram meia dúzia de “gatos pingados” em horários completos, ficando todos os incompletos, que são a maioria para a primeira semana de Setembro!!! (1ª cíclica) e por ai fora... As escolas já tinham enviado as vagas (horários completos e incompletos), assim sendo não se compreende o porquê desta situação. Vamos agora andar mais uma semana (ou duas) de estômago na mão para depois sermos colocados à pressa numa escola qualquer em cima do arranque do ano lectivo ou já com o mesmo a decorrer, com os problemas inerentes a toda esta situação tanto para os alunos como para nós docentes, uma vez que também temos famílias e assuntos para tratar.
Isto não poderia nem deveria acontecer, (mais uma vez) mas pelos vistos enquanto formos governados por vagas sucessivas de grunhos de mão no bolso, vai acontecer e com a maior das naturalidades.
Lá vamos nós novamente engrossar as fileiras da Segurança Social e isto era evitável, bastando para tal estarmos colocados no dia 1 de Setembro.
Mais uma vez, CARTÃO VERMELHO a toda a equipa do ME. Com tantos cartões destes, onde é que Vossas Excelências já iriam, se fossem avaliados como nós...

Que calma que me transmite este lugar.
Há uns 15 anos contemplava com frequência o sol a pôr-se por detrás da Berlenga (visto do Baleal – Peniche). Agora que o trabalho me levou a estas paragens é aqui que vou buscar forças para percorrer os caminhos da vida.
Bom fim-de-semana.

“Diz que é uma espécie de mar de Abrantes”
O projecto Aquapolis, nas duas margens do Tejo, tem um orçamento global de 20 milhões de euros, abrangendo uma área de
Morei 28 anos na margem norte de Abrantes – Barreiras do Tejo, margem abandonada e entregue à extracção de areias durante longos anos e é com alegria que observo a obra feita. Pensei que os inúmeros esgotos a céu aberto provenientes da cidade tivessem sido todos deslocados para a ETAR de Alferrarede, contudo hoje durante um passeio ribeirinho, como o caudal se encontrava a uma cota inferior, pude verificar que tal não acontecera na globalidade ainda restando pelo menos um esgoto na margem norte a correr para o rio. Pergunto eu: investe-se 20 milhões de euros num enorme projecto contendo uma praia fluvial e depois não se removem/ deslocam todos os esgotos? Ainda hoje observei banhistas a nadar não muito longe deste esgoto, sem saberem os riscos que correm.
Enfim... aprecio a obra feita, mas já agora, façam-na como deve ser.

(Imagem: CMA)



Encontrei esta frase no “Três Talhas” no Sardoal. De facto, já é bem o que eu mereço (a par de uns bons petiscos e de muito descanso).
Isto, só para dizer que vou partir para bem longe da net.
Boas férias.

E a propósito da recente eleição autárquica intercalar
Segundo o que vi na televisão na festa socialista, em “entrevistas de rua” após a eleição de António Costa, alguns jornalistas perguntavam aos manifestantes de onde vinham, de que freguesia de Lisboa eram. As respostas foram concludentes: “Viemos de Mondim de Bastos”, ou “somos do Alandroal”. Eu próprio fiquei confuso. Que grande que é Lisboa.
Senhores políticos e apoiantes de tamanha barbaridade, tenham vergonha na cara, que é coisa que Vossas Excelências pelos vistos não sabem o que é, parem de se aproveitar de quem não se pode defender e tratem mas é de governar o pais de forma justa.

Ultimamente tenho-me feito deslocar na minha fiel montada e tenho notado que os tipos das 50cc cumprimentam-me.
Enquanto a Honda anda meio perdida na questão do design das motos, (não entendo as razões que levaram a marca a desenhar aquelas CBF’s todas. Também não consigo entender porque não surge uma nova BlackBird, visto o actual modelo ter já 10 anos e e estar a perder para a concorrência directa!...) Deixo-vos com esta bela máquina...

(Ilustração – Luís Pinto Coelho)
Voltei novamente a circular na minha fiel CB 900 Hornet, uma vez que a mesma já se encontra com um par de borrachas novas (as velhas já estavam com as lonas à mostra) e o tempo tem estado convidativo e fresco como eu gosto. Confesso que já tinha saudades, mas enfim... o trabalho tem sido muito e a disponibilidade pouca.
Ora, o que me leva a escrever estas linhas, prende-se com a “Saudação motard”. (Típico cumprimento em V) Onde é que ela anda?! Nos últimos anos tenho sido cada vez menos saudado pelos camaradas que circulam na estrada em duas rodas! Ainda hoje, numa deslocação a Almeirim, passei por vários colegas e nem uma única vez fui saudado! Há coisa de uns 5 anitos esta saudação ainda era frequente, mas hoje parece-me que já não existe tendo sido praticamente esquecida.
Para aqueles que não conhecem a história ou simplesmente andam distraídos aqui fica um pequeno resumo.
Barry Sheene (1950-2003), no longínquo ano de 1971, no início da sua carreira, sempre que vencia uma prova saudava o público e os fotógrafos com a mão em V, de vitória.
Porém, nessa época, a posse de motos era infelizmente bem mais restrita, tendo esse gesto sido adoptado por todos os motards como uma saudação muito especial entre pessoas que partilhavam os mesmos valores e espírito na estrada.
Como nesses tempos era raro duas motos cruzarem-se na estrada, a saudação (como um código entre motards) era quase obrigatória.
Contudo existem outros gestos que também traduzem a mesma saudação, por exemplo: o esticar da perna quando se cruzam, assim como o levantar da mão.
É importante que cada motard tenha consciência do espírito de saudar e ajudar cada companheiro de estrada. O cumprimento motard é o símbolo que representa a união e a cumplicidade entre todos os que se deslocam em duas rodas, é triste saber que a grande maioria dos que usufruem de motos e que se dizem motards, não façam a menor ideia do que este pequeno gesto significa.
Quem não saúda ou responde deliberadamente, nunca sentirá o verdadeiro prazer de compartilhar o espírito que se vive entre verdadeiros motards.
Eu irei continuar a cumprimentar, mesmo não sendo retribuído...

Solidão (Foto: João Pinheiro)
Tenho acompanhado o trabalho a nível fotográfico de um amigo e colega, o João Pinheiro. Quero aqui destacar a excelente evolução que o seu trabalho apresenta (apesar deste ser apenas um hobbie, podia não o ser), assim como a qualidade do material apresentado que na minha perspectiva apresenta já muita maturação.
Convido-vos a darem uma espreitadela aqui e aqui por exemplo.
Bem-haja, João.

Astúrias
Ficámos alojados em Cangas de Onis. Nesta pequena localidade, foi possível encontrar uma variedade enorme de mapas (e note-se, em português) com percursos de todo o tipo. Efectuámos dois (meio) percursos: o primeiro na zona dos lagos (Enol e Ercina), o segundo
Regressarei com certeza...
(Foto cedida por Luís Leitão, Basílica de Covadonga)

Que raio de povo somos nós, que desprezamos o que é nosso e não lutamos pelas nossas convicções!
Sustentando publicamente a posição político-diplomática e o direito constituído do nosso país (Olivença é, de jure, território de Portugal, não obstante encontrar-se, de facto, sob administração espanhola), o Grupo dos Amigos de Olivença vem pugnando, há largas dezenas de anos, pela discussão e resolução da Questão de Olivença, com a natural retrocessão do território a Portugal.
Percebendo a delicadeza que a Questão de Olivença apresenta no relacionamento peninsular, esta Associação entende que só a assunção frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado português, colocando-o na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassá-lo e resolvê-lo com Justiça.
Pedindo às Autoridades nacionais que tomem as medidas necessárias para a manutenção da Cultura Portuguesa em Olivença, esta Associação exorta os portugueses, detentores da Soberania Nacional, a sustentarem e defenderam uma Olivença portuguesa, repudiando dois séculos de alheamento e dando satisfação à História, à Cultura, ao Direito e à Moral.
GAO olivenca@olivenca.org

Todo o percurso foi efectuado em pleno planalto central a cerca de
Por último, é de salientar que em toda esta região protegida a fauna deve ser deixada como a encontramos.











Como não podia deixar de ser aqui fica o meu Bem-haja público a todas as mães do mundo e em especial à minha.
Deixo-vos com uma foto da prendinha que os meus bebés elaboraram e ofereceram à sua mamã.


Podia ter escolhido um outro título para este post, como por exemplo: “Ser português! O que é?” ou mesmo “A miséria de um povo” enfim... Bem, para um povo que descobriu meio mundo, agora até se pode dizer dois terços do globo, pelo que se soube recentemente e ao que parece até fomos nós que descobrimos a Austrália, é com tristeza e mágoa que olho para este país na actualidade. Mas quem somos nós agora? Este é o país onde uma boa cunha vale mais que um diploma. Até o Socras sabe disso, mas ele não precisa de diplomas, ele é político...; é o país onde a maioria dos políticos que nos têm governado são fracos (note-se, fracos de ideias de bom senso) e onde quem não o é depressa é esmagado, subjugado pelos inúmeros lobbys; é o país onde o estado é o maior devedor, assim como o primeiro a dar os maus exemplos; é o país que permite que as empresas suguem dinheiros comunitários e nacionais durante alguns parcos anos, para depois de saciados, como um vampiro faminto de sangue, se deslocarem para leste, ou outro qualquer lugar, onde a mão-de-obra é mais barata e os incentivos estão de novo a “pingar”; é o país onde pouco ou nada ser produz; é o país onde o abandono escolar é dos mais elevados da Europa... Podia continuar por aqui, mas não o vou fazer.
Ainda há vinte anos atrás a Rep. da Irlanda tinha uma economia tão má ou pior do que a nossa, a nossa vizinha Espanha o mesmo... Olhem para eles agora. Pergunto eu: Para onde caminhamos nós? O que temos nós para oferecer? Sol?!, praia?! Centros Comerciais dos maiores da Europa, onde pessoas sem poder de compra dão os seu passeios ao fim-de-semana?! Podemos sempre organizar Expo´s e Europeus de Futebol. Projectar e construir linhas para TGV´s para estrangeiro ver que somos um país evoluído mesmo que não tenhamos ninguém com capacidade económica para pagar o elevado valor do bilhete.
Há pouco um amigo meu esteve em Stuttgart, Alemanha, tendo apurado que o custo de vida lá é igual ao do nosso “belo” país, por outro lado os salários, são aquilo que se sabe... elevados, eu diria justos. Bem, mas neste caso estamos só a falar de um país que é nem mais nem menos que o motor da Europa.
Não tenho qualquer prazer em estar a escrever estas linhas, preferia estar aqui agora a dizer bem do país, mas não posso. Esta é a realidade que sinto existir
Aos nossos políticos deixo só um aparte: sejam humanos.

A todos os meus amigos desejo uma excelente maratona (sem furos). Acima de tudo que se divirtam...

(A foto, já é do novo modelo)
Sempre gostei do Smart e do conceito de carro citadino. Hoje tive a oportunidade de experimentar conduzir um. É incrível a sensação de espaço que se tem dentro de uma máquina destas... nunca pensei. O interior é arrojado quanto baste, o espaço para as pernas é enorme, assim como o tablier. O único senão que encontrei, prende-se com a colocação demasiado à frente dos comandos dos vidros eléctricos, o que obriga a esticar bastante o braço para aceder ao botão. Relativamente à posição de condução, esta é um pouco elevada, melhorando assim a visibilidade. No que à caixa de velocidades diz respeito, esta é manual de 6 velocidades automatizada. Posto o motor a trabalhar é só colocar a alavanca na posição “Run”, destravar o travão de mão e acelerar. Á medida que o motor pede é só subir uma relação. Interessante, a seta no painel a indicar que está na altura de subir de relação. Nas reduções a caixa encarrega-se de reduzir por si. O veículo demonstra uma agilidade impressionante para os seus 55cv. Nas questões de estacionamento é o que se vê... é quase uma mota, quase...
Em suma, estamos perante uma máquina com uma estética arrebatadora com um valor de custo na ordem dos €11.500 e ao que parece está para chegar a segunda geração ForTwo, com novas motorizações e uma estética bem mais arrebatadora.

Importa salientar que consegui arranjar tempo para mudar a pilha do computador da bicicleta :) Bem, fiz mais algumas coisitas, nomeadamente a revisão do carro da Paula e uma visita aos meus antigos alunos do Ensino Recorrente, que já estava prometida há algum tempo...

Nesta interrupção lectiva, esperava eu poder descansar um pouco com o propósito de ganhar forças para enfrentar os meus 150 alunos por mais um período, esperava... pois já não espero! É que tenho “bolido” bem... Primeiro foram as entregas de trabalhos na ESE da Guarda. Seguidamente, Reuniões de Avaliação e isto de ter de estar presente em três escolas, é obra! O senhor que se seguiu, RGP no Colégio... enfim! Em casa putos a berrar constantemente, trabalho e mais trabalho! e dores de cabeça também. A primeira semana ficou assim cumprida. Os dois primeiros dias da segunda semana foram passados no Colégio a elaborar a Árvore para a “Tree Parade
Amanhã vou cortar a lã... já tinha pensado lavar o cabelo com água bastante quente... para ver se o mesmo encolhe, mas é melhor não. Seguidamente tenho de me dedicar com força ao projecto do Mural para a Reis Leitão, se não o chefe ainda me despede... Enfim, é esta a minha interrupção lectiva. Trabalho... e mais trabalho

Cerca de 4 meses volvidos desde que nos resolveste abandonar... é com saudades que te recordo, amigo.

Dedico estas duas fotos a todos os meus (novos) amigos que fiz
Ambas as fotos foram tiradas hoje, 11:32 e 13:08 respectivamente. A primeira, acho que conhecem bem o local... a segunda já é em pleno concelho de Abrantes (zona sul) a caminho de Alvega, onde também lecciono. Só queria que sentissem o cheiro desta plantação de tremoço bravo... hum!

Agradeço ao blog Grau-zero o URL.

Como professor não podia deixar de transcrever na íntegra este texto retirado da Revista Visão de 8 de Março de 2007.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. Ser professor, hoje não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano. Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança. Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo”.

Por vezes enquanto caminhamos pela Serra, encontramos pequenas flores como esta, da qual não conheço o nome (talvez o amigo Pedro “cascalheira” conheça). Sabe bem ter algum tempo livre e reparti-lo com alguém…
A foto seguinte foi tirada no Covão da Ametade, nota-se...

Já fui contra o nuclear, mas hoje sou favorável à construção de uma central nuclear, como forma de obtermos energia barata sem as consequentes emissões de gases para a atmosfera e sem poluirmos visualmente todo o nosso país.
Não sou contra nenhuma forma de energia dita alternativa, que fique bem claro. Independentemente da fonte de energia, Portugal é importador - mais um item que, em meu entender, favorece a localização de uma central nuclear no nosso país.
Actualmente tenho visto as nossas serras, dia após dia serem cravejadas de geradores eólicos, com a consequente poluição visual que causam (as pessoas esquecem-se da poluição visual). Já não bastavam as antenas das redes móveis, tinha agora que aparecer a moda das “ventoinhas”. Porque não instalar uma grande quantidade delas numa só zona? Assim só se poluía visualmente esse local. Recordo-me do enorme parque eólico no planalto que se segue a Madrid, a caminho de Zaragoza. Cá no burgo, como não temos planaltos de tamanha envergadura, temos que poluir visualmente todas as nossas serras e mesmo pequenas elevações, algumas com apenas um gerador, como que a querer mostrar “estou aqui”. Um exemplo concreto desta poluição visual é a zona das Pedras Lavradas na Serra da Estrela, (
Alternativas renováveis ao nuclear (plausíveis). A primeira prende-se com o aproveitamento da energia das ondas e recordo-vos que temos uma costa atlântica enorme, onde por certo condições e locais favoráveis não faltam; a segunda está em curso e estou a falar do enorme parque fotovoltaico no Alentejo; a terceira está espalhada por todo o país e é o que se vê (ventoinhas e mais ventoinhas…)
De volta ao nuclear, que problemas se colocam?
1) a energia nuclear é segura? o conceito de ‘segurança’ tratando-se de centrais de fissão, é sempre muito relativo… ainda guardamos em memoria a tragédia de Chernobyl.
2) onde se guardam os resíduos? A falha atlântica é apetecível, é funda, esquece-se o que para lá se atira…;
3) local de instalação: longe da falha sísmica que atravessa o oeste até ao Algarve. O Eng. Monteiro de Barros não quis revelar o local exacto na sua proposta;
Já agora, porque não questionar o valor das energias eólicas que o Governo está a apoiar, qual o seu custo de entrada na rede da REN, ou o que tem sucedido com as mini-hídricas, e o que as autarquias (não) têm feito com elas? Já agora, e apenas para vos recordar, os nossos vizinhos têm uma central nuclear a apenas 100km do nosso país, Almaraz.
Vamos às questões, deixemo-nos de alinhar em modas só porque na altura parecem bem…

Foto: http://www.rtribatejo.org/galeria/gr/abrantes.jpg
Consta que era alcaide do castelo um velho mouro chamado Abraham Zaid. Abraham tinha uma filha a que chamara Zara e um filho bastardo, de uma cativa cristã, a que pusera o nome de Samuel. Ninguém sabia, porém, que Samuel era filho do velho alcaide, nem o próprio rapaz. Assim, viviam os dois jovens apaixonados e o velho sentindo crescer em si, dia a dia, uma angústia terrível, antevendo a hora em que seria obrigado a revelar o seu segredo.
Um dia, diz a História, os cristãos foram pôr cerco ao castelo. A hoste era comandada pelo aguerrido Afonso Henriques, que trazia consigo vários cavaleiros e monges. Do Mosteiro do Lorvão trouxera o Rei um velho e sábio monge beneditino para o aconselhar os assuntos espirituais. De algures, de um local qualquer do reino, trouxera um cavaleiro cheio de ideais e de força guerreira, chamado Machado.
Ferida a batalha e conquistado o castelo, Samuel foi aprisionado por Machado. Na confusão do saque da debandada moura, o cavaleiro, que acabara de desarmar Samuel, viu um peão perseguindo Zara com intuitos evidentes de violação, e, entregando o prisioneiro a dois vigias, correu em auxílio da moura. Com um forte empurrão derrubou o soldado, que estava ébrio, e amparando Zara foi entregá-la à custódia do velho beneditino, até que se acalmassem os ânimos exaltados pelo sangue, pelo saque e pelo vinho.
Quando o cavaleiro Machado retomou o seu posto, ia como que alheado. Ficara fascinado pela beleza da moura, estranhamente parecida com uma imagem de Nossa Senhora dos Aflitos que sua mãe lhe dera ao morrer e que ele, devotamente, trazia sempre consigo. Por outro lado, impressionara-o a repentina recordação de um sonho que vinha tendo frequentemente e no qual, ao escalar os muros de um castelo, se via salvando uma donzela com que se casaria. Tudo isto contribuía para o alheamento do jovem cavaleiro, que, se não fossem as suas obrigações de guerreiro, decerto se teria quedado em enternecida contemplação da bela Zara.
Entretanto, D. Afonso Henriques, querendo remunerar os serviços prestados naquela batalha pelo seu bastardo D. Pedro Afonso, deu-lhe o senhorio do castelo e nomeou-o seu alcaide-mor. Pedro Afonso, porém, desejava partir com o pai para Torres Novas e, por isso, decidiu delegar a alcaidaria no cavaleiro Machado.
O Rei, antes de partir, mandou que o monge ficasse no castelo como guardião das almas, ordenou-lhe que entregasse a prisioneira a Abraham e tomou todas as medidas necessárias à segurança da vila.
Assim que a hoste se desvaneceu ao longe, na poeira, o cavaleiro Machado, feliz por ficar como alcaide do castelo, apaixonado por Zara, preparou-se para conquistar o seu coração utilizando os meios permitidos pelo código de honra da cavalaria, ou seja, os modos corteses e suaves. Mas Zara, que adorava Samuel, sentia uma espécie de rejeição cada vez que o cavaleiro se aproximava de si. E, para não fazer qualquer gesto mais brusco que comprometesse a boa paz em que viviam, pedia conselhos ao pai e ao velho monge. O frade, como confessor do cavaleiro, bem sabia o amor que ele tinha pela donzela, e, como bom observador, compreendia que nas evasivas de Abraham existia qualquer coisa de estranho. Por isto, procurava conciliar toda a gente e assegurava a Zara a honradez e nobreza de sentimentos do jovem alcaide.
Samuel, porém, não conseguia viver
Zara acreditava que Samuel estava compenetrado do seu amor e da sua fidelidade e pensava, por isso, que as acções destrambelhadas do rapaz provinham da mudança de situação para vencido de guerra. Assim, certa tarde em que tentava reconciliá-lo com o alcaide, perguntou ao pai como deveria proceder se o cavaleiro viesse procurá-la e ele não estivesse em casa: deveria manter a porta fechada como se não estivesse ninguém, ou recebê-lo-ia?
Abraham, julgando ver nesta pergunta um novo intuito de ofensa ao alcaide do castelo, para evitar mais problemas, respondeu:
-Nada temo nem receio da tua virtude, minha filha. E confio também na honradez do alcaide. Abre antes a porta!
Samuel, porém, ao ouvir estas palavras perdeu o domínio de si e correu para a rua, gritando como louco:
- Abre antes! Abre antes!
A vizinhança acorreu, uns aos postigos, outros às vielas, a saber o que aquilo era, e Samuel, enlouquecido de ciúmes, contava a história à sua maneira, deixando agravados o alcaide, Zara, Abraham e o próprio monge.
Conta a lenda, ainda, que Samuel acabou por cair de cansaço e de febre. Uma vez bom de saúde, Abraham juntou os e contou-lhes a verdade sobre o nascimento do rapaz. Assim ficaram a saber que eram irmãos e que a mãe de Samuel fora uma bela cativa cristã que certo dia chegara a Tubuccí chorando um noivo que deixara na sua terra, chamado João Gonçalves.
Rolaram lágrimas silenciosas pelas faces envelhecidas do frade beneditino. Ele fora esse João Gonçalves que, vendo a noiva desaparecer, crendo-a perdida para sempre, entrara para o Mosteiro do Lorvão. Pediu o monge a Abraham dados sobre essa cativa, para se certificar de que a mãe de Samuel fora a sua amada noiva. E vendo que os dados coincidiam, tomou o rapaz a seu cargo, conseguindo pô-lo ao serviço do Rei de Portugal.
Machado e Zara acabaram por casar, depois de os mouros se terem feito cristãos, e dentro das muralhas da velha Tubuccí reinou, finalmente, a harmonia.
E, segundo reza a lenda, em memória do febril acesso de loucura de Samuel, Tubucci passou a ser chamada Abrantes.
in Frazão, Fernanda. "Lendas Portuguesas", vol. IV, pág. 67-73. Ed. Multilar. Lisboa: 1988

É com tristeza que soube, que Bento, o Guarda Redes do meu clube, durante o período da minha infância, faleceu hoje, vitima de enfarte cardíaco.
A família benfiquista fica assim mais pobre com a partida de Bento.
Até sempre, Bento.